<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447</id><updated>2011-11-03T13:29:12.604Z</updated><title type='text'>Voluntas Tua Victoria Tua</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-7584403402694771053</id><published>2011-11-03T10:58:00.019Z</published><updated>2011-11-03T13:29:12.644Z</updated><title type='text'>Tempos de Guerra</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://musicafricana.com.sapo.pt/Nanuto_cabinda_cunene.mp3" AUTOSTART="true" HIDDEN="false" LOOP="false" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sabemos que na vida não podemos facilitar. Se algo nos corre bem durante um período lato de tempo não significa isso que, de um momento para o outro, tudo se possa alterar se não tivermos o cuidado e atenção permanentes.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cabinda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso quartel situava-se numa zona perto da fronteira com o ‘Congo Kinshasa’. Uma zona, que eu saiba, nunca houve problemas de combates entre o inimigo e as companhias militares anteriores à nossa, ao contrário do outro lado, em Miconge, esta fazendo fronteira com o Congo Brazzaville, que estava a ser sempre fustigada pelo tiro e artilharia inimiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não há motivos para precauções há tendência para facilitar. Não se tomam as providências necessárias em garantir a segurança e é ver-se situações que não podem acontecer em tempo de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a eletricidade ao nosso quartel era fornecida pelos geradores que também forneciam à aldeia próxima, Tando-Zinze, e como não havia gás para confecionar as refeições, era na floresta do Maiombe que íamos buscar a lenha para a feitura das mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quero que vejas como eu esta beleza!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que se alguém já viu eu não sei onde!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; São milagres que Deus fez na natureza!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; As matas fumegantes do MAIOMBE…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/37tropa.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Pronto para mais uma patrulha&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Organizava-se um grupo de soldados e numa Berliet lá se ia cortar a madeira necessária para abastecer o depósito de lenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha vindo dos ‘Comandos’, o rigor e disciplina era o nosso lema. Não facilitar a nossa divisa. A qualquer momento podíamos ser atacados e tínhamos que estar preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ali, na floresta do Maiombe, parecia que nada podia acontecer. Os soldados não tomavam as precauções devidas, há que cortar e encher a Berliet com os toros de madeira para cima... das armas que ali tinham ficado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei-os encher. Quando vi que estava tudo na galhofa e prontos para seguirem para o quartel apontei-lhes a minha G3 e disse: «Eu sou o inimigo, estão todos ‘mortos'».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olharam-me estupefactos. A minha arma estava em posição de rajada. Balbuciaram: - «Ó nosso furriel, deixe-se disso». Perguntei onde estavam as armas deles. Claro que não foi necessário que mo dissessem. Estavam debaixo de dezenas de toros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali em plena mata do Maiombe perceberam a lição. Nunca na vida podemos facilitar, pois se em vez de mim fosse realmente o inimigo, estaríamos todos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/38tropa.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;No interior da floresta do Maiombe&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes que voltamos depois para apanhar lenha, enquanto uns cortavam outros, em alerta e de G3 apontadas, montavam um perímetro de segurança prontos para qualquer eventualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Na guerra, como na vida, nunca podemos colocar em causa nem a nossa, nem a vida do nosso semelhante, porque o azar, de um momento para o outro, pode acontecer!&lt;/center&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-7584403402694771053?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/7584403402694771053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=7584403402694771053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/7584403402694771053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/7584403402694771053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2011/11/tempos-de-guerra.html' title='Tempos de Guerra'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-7487884668105462206</id><published>2011-02-08T21:21:00.009Z</published><updated>2011-11-03T11:51:36.119Z</updated><title type='text'>As Crianças... Porquê?</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://msanzala.com.sapo.pt/Bonga_Mulemba_XAngola.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="false" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o tempo que permaneci no interior de Cabinda e tendo a floresta do Mayombe por companhia, no quartel (Tando-Zinze) poucas eram as alterações no dia-a-dia. Formaturas, destroçar, cada um ia às suas funções, grupos de combate saíam por vários dias para patrulhar a zona, a pé ou de Unimog, e assim se passavam os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/CabindaQuartel.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Vista geral do nosso Quartel&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Umas idas até à aldeia faziam parte do nosso desentorpecimento, pois não havia mais nada. Ali bebi “marufo” ou “maluvo”, como era chamado, que não era mais que uma bebida resultante da seiva fermentada das palmeiras. Os locais davam cortes horizontais nas palmeiras e amarravam um utensílio em forma de cone (?) (quase sempre de alumínio) onde essa seiva caía. Depois de fermentada tínhamos uma bebida de grande valor alcoólico. Confesso que quando me deram para provar e ao ver tantos “bichos” dentro do recipiente, a minha vontade foi o de rejeitar, mas sabia que se o fizesse o gesto cairia mal pois os cabindenses só fazem isto a quem gostam (hei-de um dia contar o “alambamento” que vi nesta aldeia, que faz parte das tradições deste povo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim lá bebi aquela bebida e francamente não gostei. Mas se não o provasse não saberia se gostaria ou não, assim os meus anfitriões ficaram satisfeitos e eu também por lhes ter agradado a minha atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia igual a tantos, ouvimos gritos lancinantes vindos da aldeia. Os locais em peso deslocavam-se para o nosso quartel, recebemo-los e quisemos saber o que se tinha passado. Foi um dia trágico para aquela aldeia. Uma carrinha apinhada de crianças tinha batido numa árvore, por excesso de velocidade, e as crianças tinham sido projectadas. Umas já estavam mortas, outras ainda com sinais de vida. Foram fretados Unimogs para os ir buscar e foram levadas para a nossa enfermaria. Ali assisti à morte de muitas delas. Começaram a inchar e em desespero vimos que nada se podia fazer. Os enfermeiros afadigavam-se em tentar por todos os meios salvá-los mas um a um víamos o parar do arfar e a cabeça cair inerte. Rebentaram todas por dentro. Nunca mais me esqueci do que vi. Depois foi o enterrar daquelas pobres crianças. Uma aldeia em peso a chorar e eu fiz parte do grupo que representou o quartel na despedida. Era o mínimo que podia fazer por eles, por aquele povo que nunca esqueci, o povo de Cabinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/CabindaEnfermaria.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Ao fundo, lado esquerdo, a nossa enfermaria&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-7487884668105462206?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/7487884668105462206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=7487884668105462206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/7487884668105462206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/7487884668105462206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2011/02/criancas-porque.html' title='As Crianças... Porquê?'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-7127930176290987308</id><published>2009-09-25T19:04:00.007+01:00</published><updated>2011-02-10T11:10:17.597Z</updated><title type='text'>O Chapéu.</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://cc2044.com.sapo.pt/MVeiga_BaladadoSoldado.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="false" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, à minha frente, tenho um chapéu. Um chapéu como tantos outros mas um chapéu com história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src=" http://marius70.no.sapo.pt/TChapeu.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1975, a revolução já se tinha dado em Portugal.  Em Tando-Zinze, Cabinda, junto ao Mayombe, uma companhia fazia ali o seu poiso. Às notícias vindas do “puto” respondíamos com a continuação das patrulhas pelos trilhos abertos naquela floresta, naquele mar vegetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interesses partidários engendrados à socapa em Portugal começaram a fazer-se sentir nas províncias ditas ultramarinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apoio dado a um só movimento em Angola pelas altas esferas dominantes pós 25 de Abril, fez com que os nossos quartéis começassem a ser entregues a esse movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delegação do MPLA é recebida no nosso quartel. Nós, os furriéis, aguardávamos serenamente na nossa messe, o resultado das conversações que estavam a decorrer dentro do gabinete do nosso capitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns elementos do MPLA dirigiram-se para a nossa messe. Queriam beber algo fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira reacção de cautela da nossa parte, logo o ambiente se tornou amigável e então olho para um dos que ali estava. Ele sentindo o meu olhar, olhou-me também fixamente e houve da nossa parte algo indescritível, demos um grande abraço para surpresa de todos, os “inimigos” estavam abraçados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficaram a saber toda a história, tínhamos trabalhado na mesma empresa em Luanda, exactamente nas oficinas da "União Comercial de Automóveis" no Bairro da Boavista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube, contado por ele, que a Pide/DGS andava à sua procura para o prender. Assim optou por fugir e foi para as FAPLA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para este amigo e agradeci aos deuses o facto de nunca o ter encontrado no campo de batalha frente-a-frente. Um dos dois teria morrido nessa altura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da despedida ele ofereceu-me o seu chapéu, hoje, 34 anos passados, ainda o tenho guardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/TropaC.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Eu, com o chapéu, no quartel em Tando-Zinze&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Obrigado amigo, estejas onde estiveres!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-7127930176290987308?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/7127930176290987308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=7127930176290987308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/7127930176290987308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/7127930176290987308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2009/09/o-chapeu.html' title='O Chapéu.'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-4557932163905899910</id><published>2009-01-23T23:03:00.011Z</published><updated>2009-09-25T19:05:42.387+01:00</updated><title type='text'>A Instrução - Comandos</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://marius70.no.sapo.pt/Let_Kiss.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;... E não te esqueças que as exigências feitas não são obrigações que cumpres, mas a afirmação permanente da tua vontade, do eu querer e do teu desejo de ser um “COMANDO”. Porque tu queres ser “COMANDO”!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E nós queremos-te entre nós!!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;As corridas ao som da música, o conhecer as armas em todos os pormenores, a manutenção (por mais que a limpássemos quando o instrutor olhava para o cano estava sempre um "morro" de areia dentro dele e claro lá tínhamos umas flexões a fazer), o gosto que tínhamos na postura (mandei ajustar toda a minha roupa da tropa) fazia do «Comando» um ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto escrevi no meu tema "Mama Sumae". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A instrução de um Comando não compadece com fraquezas e, como li na &lt;a href="http://2042comandos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;FONT color=#FF0000&gt;“Página de um Comando”&lt;/a&gt;&lt;/font&gt; do Polibio Robim da Companhia 2042º,&lt;strong&gt;“ em 100 só um será Comando”&lt;/strong&gt;. Fora a redundância não há dúvida que pela instrução recebida só os mais fortes iriam “sobreviver” a tais provas que, durante os três meses de Curso, nos iriam preparar para os perigos que os Comandos teriam que suportar nas missões que lhes eram confiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma da situação que me admirou foi o facto de logo à chegada nos terem “dado” a G3 com balas verdadeiras e não de salva como estávamos habituados na tropa normal. Os “castigos” infligidos como encher (flexões de braços e pernas, cangurus, etc.) constantemente por tudo e por nada e se refilássemos mais “castigados” éramos, não visava outra coisa que não fosse dar-nos uma preparação física que mais tarde nos seria preciosa no confronto com o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Quando se atravessava a Parada era sempre em passo de corrida ou em marcha. Ai daquele que não o fizesse. Apanhado lá teria que ir ao “castigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A Instrução era feita em várias etapas. Eis algumas de uma forma resumida, pois todos nós passámos por elas e isto serve para quem lá não esteve e pense que isto de ser Comando é só bazófia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Prova da Sede&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A “Prova da sede” foi a primeira prova que tivemos mal chegados ao CIC. Levados em Unimogs fomos a caminho da zona do Úcua onde iria decorrer a prova. Alertados que aquilo era zona do inimigo foi com mil cuidados, olhos e ouvidos em alerta, que aqueles mancebos tiveram o seu baptismo psicológico. Tínhamos que estar preparados para tudo, era o alvorecer de um possível futuro Comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cc2044.com.sapo.pt/PSedeUcua.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;em&gt;18-7-1973-Úcua - Prova da sede- Foto cedida pelo nosso Instrutor de tiro - Comando Armindo Ferreira da 33ª (de camisola preta. De camisola branca o Alferes Dado)&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Continua!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-4557932163905899910?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/4557932163905899910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=4557932163905899910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4557932163905899910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4557932163905899910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2009/01/instruo-comandos.html' title='A Instrução - Comandos'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-1428906154768332064</id><published>2008-11-30T02:54:00.000Z</published><updated>2009-01-23T23:03:06.309Z</updated><title type='text'>Nova Lisboa - E.A.M.A.</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://marius70.no.sapo.pt/BarrySadler_ballad_of_the_green_beret.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/EAMA.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27 de Janeiro de 1973 - Sábado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; A camioneta da E.V.A. (Empresa de Viação de Angola) faz-se ao caminho cheio de mancebos que iam para a E.A.M.A. (Escola de Aplicação Militar de Angola) sediada em Nova Lisboa para o curso de Sargentos Milicianos. 650 Km era a distância entre a asa da mãe e o "nascer" de um novo ser independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="EVA" src="http://marius70.no.sapo.pt/EVA.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Camionetas da EVA&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Chegamos por volta das 5h30m da tarde e a chover, vejam lá o nosso azar (durante a semana a chuva foi uma constante), fomos separados por companhias. Um capitão, de quem já não me lembro o nome, à nossa chegada disse que era bom irem para a companhia dele pois era uma companhia só para homens. Segundo o que mais tarde me disseram, esse capitão fez parte de um grupo que, no ataque aos acampamentos dos guerrilheiros, abriam a porta das cubatas ao pontapé, só que um dia houve um azar, as portas estavam armadilhadas e ele viu morrerem alguns soldados, a partir daí nunca mais se recompôs e enviá-lo para a E.A.M.A. foi o melhor recurso. De uma forma ou de outra acabei por não ficar nessa companhia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Distribuídas as dormidas, no dia seguinte foi a vez de formar à civil, à chuva, e levantar o fardamento. Tivemos um companheiro que teve que fazer a instrução durante duas semanas com a roupa civil pois não havia fardamento que lhe servisse tal era o arcaboiço dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="EAMA" src="http://marius70.no.sapo.pt/EAMA.png"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Em 1960 ainda não tinha o &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt; final&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A minha companhia era composta por dois ladrões, um sargento e um capitão. Chegados ao fim do mês o pré era de tal maneira ridículo que nem dava para um baleizão (gelado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Pela primeira vez, que eu saiba, houve um levantamento de pré (isto em 1973), e todos nós recusámos receber o mesmo. O capitão viu o caso mal parado e tentou “comprar” os nossos líderes, enviando-os ao sargento e este à boca do cofre quis comprá-los só que aquela companhia não era uma companhia qualquer, já soprava os ventos da mudança e à recusa lá tiveram que abrir os cordões à bolsa. Ironia do destino, anos mais tarde, já eu estava em Cabinda, foi este Capitão que levou o Zeca, Adriano, Fausto e outros Cantores de Intervenção até ao Cinema Chiloango onde eu tive o prazer de cantar em pleno palco, de braço dado com o Zeca «Grândola, Vila Morena», a «Cantiga é uma arma» e tantas outras baladas que ouvia em surdina em Nova Lisboa e lá no interior do mato vegetal de seu nome Maiombe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A recruta foi o que se esperava. Como tinha sempre praticado desporto os exercícios não eram por demais, e aos vinte anos o corpo aguenta tudo. Na lagoa dávamos os nossos “mergulhos”, com arma, camuflado, botas e chafurdávamos na lama onde os porcos chafurdavam também. Lembro-me que um dia todo eu era lama, fui para debaixo do chuveiro fardado com arma e tudo. Depois de limpa a arma e cartucheiras às duas horas estava-me a deitar e às 5e 30 a levantar para mais um dia de instrução. Velhos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="lagoa" src="http://marius70.no.sapo.pt/NLlagoa.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;A lagoa lá ao fundo&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ao fim-de-semana a tentativa ou para ir até à cidade ou até Luanda. Alinhadinhos havia a revista para ver se estava tudo nos conformes. Cabelo curto mas com “pelugem” no pescoço, sapatos engraxados mas que a uma pisadela deixavam de estar, barba feita, mais que feita, mas que ao passar de um papel fazia o ruído característico era o suficiente para se dizer adeus à saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Com o tempo iríamos aprender a contornar essas dificuldades e quase sempre à noite fazíamos um giro até à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; E o tempo foi passando, aprendemos a sobreviver comendo o que a natureza dava, éramos largados à noite em locais inóspitos e através das estrelas, de uma bússola e de um mapa lá tínhamos que chegar ao quartel. Saídas do quartel e correr por essa Nova Lisboa fora e as miúdas a olhar para aqueles rostos de crianças feitos homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tiros e mais tiros na carreira de tiro para aperfeiçoar a pontaria. Havia na minha companhia um companheiro que tinha um problema, levantava a perna e o braço do mesmo lado. Não sei como o conseguia mas certo é que tinha esse problema. Na carreira de tiro o alvo dele estava sempre sem buracos, o alvo do companheiro ao lado tinha mais buracos que o normal, quando no fim da recruta saiu a listagem dos aprovados lá estava o nome dele como aprovado para… «Básico». Muito ele chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="portico" src="http://marius70.no.sapo.pt/NLtropa.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;No pórtico&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A 14 de Março a injecção "cavalar" que íria tentar nos colocar imunes contra todo o tipo de doenças. Todos em fila de "pirilau", vinha um enfermeiro colocava a agulha na omoplata e outro seringava o líquido. Alguns caíam desmaiados logo ali, outros, com essa injecção, acabaram por ficar doentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; 15 de Abril de 1973 fim da recruta, dia do Juramento. Na parada, com tacos enfiados no chão a servirem de guia para a coreografia que iríamos fazer, o nosso pelotão cantou em plenos pulmões ao som da Balada dos Boinas Verdes (Ballad of the green beret), a canção que nos uniu durante aqueles três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HINO AO 3º PELOTÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelo ao vento,&lt;br /&gt;Vontade forte,&lt;br /&gt;Alegria de viver,&lt;br /&gt;3º grupo, vai a passar,&lt;br /&gt;“Água-Viva” a comandar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lá vamos,&lt;br /&gt;Para a sessão,&lt;br /&gt;Cabeça erguida,&lt;br /&gt;G3 na mão,&lt;br /&gt;Progredindo, sempre em corrida,&lt;br /&gt;A ti amigo, dá-mos a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desanimes, ó camarada,&lt;br /&gt;Pois a recruta, está acabada,&lt;br /&gt;3º grupo, sempre a marchar,&lt;br /&gt;Muitas saudades, irá deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canta comigo, esta canção,&lt;br /&gt;Ela é mensagem, de paz  e amor,&lt;br /&gt;É a palavra, a oração,&lt;br /&gt;É o campo de trigo em flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;aspirante – Godinho (Água-Viva)&lt;br /&gt;                         furriel – Seguier&lt;br /&gt;                 cabo-milic. – Ribeiro&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Especialidade - EAMA - Maio 1973&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Especialidade" src="http://marius70.no.sapo.pt/NLisboaRecruta.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Em cima: Eu, Pereira, Teodoro e Rui Rosa&lt;br&gt;Em baixo:Gorgulho e Hermínio&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-1428906154768332064?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/1428906154768332064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=1428906154768332064&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/1428906154768332064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/1428906154768332064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/nova-lisboa-eama.html' title='Nova Lisboa - E.A.M.A.'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-4392196751454163430</id><published>2008-11-30T02:53:00.000Z</published><updated>2009-01-23T23:02:41.990Z</updated><title type='text'>Nova Lisboa - A Cidade</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://pm3.com.sapo.pt/Deep_Purple_Soldier_Of_Fortune.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Cidade virada para o progresso, onde não faltam monumentos e jardins e onde todos os dias se levantam novas estruturas para novos prédios. A característica desta cidade é a falta de movimento. É muito pacata, uma cidade onde a limpeza impera e embora não tendo praias tem outras belezas nos morros que a circundam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp; Escrevi isto sobre Nova Lisboa em 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A ideia inicial quando conheci Nova Lisboa, era de uma cidade pacata demais para o meu gosto habituado ao bulício da cidade de Luanda. Meses mais tarde não queria outra coisa. Apaixonei-me por esta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nos fins-de-semana, quase sempre, hospedava-me na «Pensão Mimo», creio que se situava perto de umas bombas de gasolina numa rua paralela ao Ruacaná. Depois com o tempo passava-os no Hotel Turismo. Lembro-me de me levantar, ir para a varanda do Hotel e sentir o pulsar da cidade a “acordar”. O tempo, esse, era magnífico. Ao contrário do clima de Luanda quente e húmido, em Nova Lisboa o tempo era fresco e quase sempre havia uma neblina matinal e como eu gostava de sentir o fresco da manhã ali naquela varanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os cinemas a que ia frequentemente eram ao “Ruacaná” e ao “Cine Estúdio 404” (dizia na altura que era mais ou menos o estilo do Cinema S. Paulo no Bº S. Paulo – o meu bairro - em Luanda). Francamente 34 anos passados já não sei situar esse cinema em Nova Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A melhor casa de modas, a “Nova York”, com diversas secções cada uma apresentando os seus artigos (escrevi que eram como os “Armazéns do Minho” da baixa de Luanda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLruacana.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um jardim que muito frequentava era o Jardim da Praça Salazar perto do Ruacaná onde passava horas a ler (comprava os livros na “Livraria Lello”), onde haviam umas árvores que “pingavam”. Um camarada disse-me que eram conhecidas por “árvores choronas”. Choronas ou não, era um jardim muito bonito, como eram quase todos os jardins desta cidade, com uma fonte, a «Fonte Luminosa», com um espectáculo de luzes ao anoitecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLfonteluminosa.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O Restaurante que muito frequentei, estava situado mesmo em frente a este jardim, era o “Koringas”. Ali tomava as minhas refeições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Também fui algumas vezes até ao Restaurante “Imbondeiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Se alguém passar a vosso lado e vos segredar em vós de desânimo procurando convencer-vos de que não podemos manter tão grande império expulsai-os do convívio da Nação”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Palavras de Norton de Matos fundador da Cidade de Nova Lisboa, que se encontravam inscritas na coluna do monumento a ele dedicado na Praça Manuel Arriaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As figuras de mulher esculpidas no monumento representam um dado atributo ao fundador desta cidade: Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/EueNorton.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em frente ao monumento eram os Correios (belo edifício).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na imagem em baixo do lado esq., uma escola do Ensino Secundário na Rua 5 de Outubro rua que nos levava ao Ruacaná. No jardim, no lado dto, havia uma Gelataria chamada “Veneza” onde os estudantes esgotavam o stock de semi-frios rapidamente. Havia também o Himalaia onde, além dos gelados, tinha um bom vinho verde e muitas imperiais lá bebi. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLveneza.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Haviam dois mercados Municipais, um na cidade Alta com uma arquitectura moderna...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLmercado.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; … E um outro mais antigo na Praça Vicente Ferreira (com um Monumento muito bem conseguido). Um mercado bem mais pequeno e com poucas bancas de venda no seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLmercado1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Havia uma piscina do “Club” du Chemin de Fer como diz aqui o meu postal, ou seja, a Piscina do “Ferrovia” piscina que nunca frequentei. Já bastavam os banhos na lagoa lá no quartel. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLpiscina.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nova Lisboa era uma cidade jardim. A Estufa-Fria perto do jardim Américo Tomás era de visita obrigatória e eu, claro, estive lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/EuEstufaFria.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais alguns camaradas em frente à Estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NovaLisboa.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Bairros de Nova Lisboa tinham nomes de Santos, S. Pedro, S. João (este era muito conhecido &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;), outros eram o Bº do Benfica, Académico, do C.F.B., Cavalo Branco mas um dos Bairros que me lembro bem era o Bº Bom-Pastor perto do Mambroa (campo do Benfica do Huambo). Perto do bairro havia um bosque frondoso com pinheiros onde corria uma brisa fresca e suave (escrevi isto na altura). Era ali que muitas vezes a tropa descansava a “piquenicar”. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Faço referência também ao “Estádio de Cacilhas” no Bairro do Cacilhas, foi lá jogar o Boavista em 29 Abril de 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Fazia-se por lá, uma feira onde a diversão imperava, com carrinhos de choque, carrosséis e umas boas febras se comiam nas barracas de comes e bebes, ainda lá perdi 50 “paus” num jogo que não me lembro qual. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em 7 de Abril de 1973 escrevia-a eu: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um ano e alguns dias depois mudaram-se os tempos, as vontades eram de continuar num país que tinha espaço para todos. Infelizmente assim não aconteceu e, a Nova Lisboa que conheci, foi derrubada ao som de tiros e morteiradas. Hoje só resta a lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/NLruacana1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em Junho fui para os «Comandos» em Luanda, nunca mais voltei a Nova Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-4392196751454163430?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/4392196751454163430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=4392196751454163430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4392196751454163430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4392196751454163430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/nova-lisboa-cidade.html' title='Nova Lisboa - A Cidade'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-8030241794379657749</id><published>2008-10-31T02:52:00.000Z</published><updated>2009-01-23T23:00:38.084Z</updated><title type='text'>A Sorte Protege os Audazes</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://memories1.com.sapo.pt/RichardAnthonyDonneMoiMaChance.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="false" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src="http://marius70.no.sapo.pt/Comando.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;O meu distintivo&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Audaces Fortuna Juvat&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;em&gt;Grito de Guerra: "Mama Sumae" - "Aqui Estamos, Prontos Para o Sacrifício!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito do bailundo (Homem de uma tribo BANTO do sul do Continente Africano) armado de lança contra o leão no ritual de passagem da adolescência à maturidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EAMA – Nova Lisboa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; À voz do capitão a companhia formou numa ala perto do campo de obstáculos. Alguns soldados, com o uniforme camuflado colado ao corpo e de boina com o distintivos dos Comandos, aproximaram-se de nós. Vinham com o fito de escolher quem lhes parecesse que daria um bom Comando. Por azar encontrava-me em cima de uma pequena elevação parecendo ser mais alto do que na realidade o era. Ao aperceber-me disso inclino o corpo prá frente. Com a companhia alinhada, o capitão dos Comandos ia mandando sair da fila os que lhes pareciam ser mais capazes. Passa por mim e nada. Com um suspiro de alívio endireito o corpo, aí ele volta para trás e apontando o dedo para mim diz: «Tu também».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Centro Instrução de Comandos - Luanda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar nos testes feitos na EAMA eis que regresso a Luanda para o CIC no Cazenga, a fim de fazer os treinos que me fariam Comando ou, caso não os conseguisse suplantar, voltaria para a tropa normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na recepção tivemos logo uma palestra sobre a Instrução que iríamos receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; ... E não te esqueças que as exigências feitas não são obrigações que cumpres, mas a afirmação permanente da tua vontade, do eu querer e do teu desejo de ser um “COMANDO”. Porque tu queres ser “COMANDO”!&lt;br /&gt;E nós queremos-te entre nós!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; E eu queria ser um entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Formaram-se os grupos. Já não me lembro quem era o Alferes que nos deu a instrução mas lembro-me do Furriel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Furriel Lima, meu camarada, que tombaste em terras de Cabinda para ti a minha homenagem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O treino era duro, mas duros éramos nós e: &lt;em&gt;«O COMANDO não foge ao perigo, não evita as situações que possam acarretar-lhe incómodos. Incumbido de uma missão, põe no cumprimento dela todas as suas possibilidades de actuação, todas as suas forças físicas, intelectuais e morais.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; De várias provas lembro-me bem da semana maluca e do Capitão Robles, que simulado um ataque no meio do mato, caiu em cima do Unimog como tivesse sido atingido e era ver aquele grupo de jovens prontos para tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A semana maluca consistia em fazer de noite o mesmo como se fosse de dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na prova de choque (prova da sede), fazíamos a barba com o orvalho das tendas pois só tínhamos um cantil de água por dia. À noite rastejávamos até aos tanques de água e pingo a pingo voltávamos a encher os cantis, para assim colmatar alguma necessidades de hidratação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um dos meus camaradas que tinha vindo comigo de N. Lisboa foi mordido por um insecto e o corpo ficou todo inchado. Mas se havia homem que queria ser Comando ele era um deles. Assim durante um certo período o grupo ia-o ajudando no que podia para ele não ser enviado para Luanda o que seria o fim do seu sonho, mas o corpo não aguentou e um helicóptero levou-o para o hospital militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os treinos eram intensos, quando chegava a altura do “rancho” ficávamos alinhadinhos ali junto às mesas enquanto o “Donne Moi Ma Chance» (música “oficial” dos Comandos) tocava e depois lá vinha mais uma palestra sobre o que é ser «Comando» e a barriga a dar horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Há uma música que já não sei o nome, que ainda hoje, quando corro, mentalmente a toco e assim compasso a minha passada de corrida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um dia numa «queda na máscara» escorrego numa pedra solta, e bato com a clavícula na coronha da arma. Fractura da mesma, Hospital Militar e assim tudo se  acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os grupos formaram a 2044ª Companhia de Comandos, quando receberam o crachá eu já lá não estava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-8030241794379657749?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/8030241794379657749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=8030241794379657749&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/8030241794379657749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/8030241794379657749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/sorte-protege-os-audazes.html' title='A Sorte Protege os Audazes'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-4550825877315549703</id><published>2008-10-31T02:51:00.002Z</published><updated>2009-07-25T16:29:55.553+01:00</updated><title type='text'>2044ª Companhia Comandos - Luanda</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://pm3.com.sapo.pt/USArmy_Green_Beret%20.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://comandos2044.com.sapo.pt/comandos.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Neste mundo de egoísmo, de traições e de mentiras, há um outro lado de amor, de amizade e de verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao escrever sobre a minha vida militar não quero dizer com isso que sou apologista da guerra. Não gosto da guerra que destroça milhões de pessoas e só servem o interesse dos vendedores de armas, do petróleo, ou de quem queira uma possessão de terreno (País) tal e qual como qualquer animal dito irracional o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Quando fomos chamados para a vida militar, naquela época, era por obrigatoriedade, quem não fosse sujeitava-se a ser penalizado por isso. Mas foi lá que se fizeram grandes amizades. Ainda hoje passa em rodapé nas TV´s ou nos jornais, que companhia tal vai ter um almoço de confraternização em qualquer lugar deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nunca fui a nenhum. Uma porque quando estive nos Comandos nunca o cheguei a ser devido à tal queda que me fracturou o ombro. Outra, nos “Gorilas do Maiombe” a minha companhia era de rendição individual por isso nunca houve grandes motivos para reunir já que andávamos sempre a substituir e a sermos substituídos, ou seja, nunca estive numa companhia do principio ao fim com os mesmos camaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por isso os rostos esfumam-se na vereda do tempo, contactos pessoais nunca houve e assim se passaram anos e anos, até que!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um dia resolvi escrever. Escrever aquilo que penso, notas da minha vida, sem o intuito de agradar seja a quem for senão a mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E voltei ao passado, não a um passado saudosista, que aquilo é que era bom e agora nada presta. Cada coisa no seu tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sempre pensei que, caso fosse Comando, pertenceria à 33ª Companhia. Meteu-se-me na cabeça que era e ponto final. Só que passado estes anos de contacto em contacto, verifiquei que assim não era. Aqui é que se vê o que une quem lá esteve naquela guerra. Mesmo não tendo sido Comando, vários Comandos entraram em contacto comigo para a pouco e pouco ir eliminando as Companhias que se formaram até à altura que entrei para o CIC. Fiz vários contactos e hoje a certeza absoluta que seria da 2044ª do 27º Curso que decorreu entre Junho e Outubro de 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Assim ao som da música da «Ballad of the green beret», Hino Oficial dos Comandos, agradeço a todos os que entraram em contacto comigo, especialmente ao Armindo Ferreira da 33ª (sem ele não teria sido possível saber nada de nada), ao Brito da 2046ª, ao Carlos Sousa, Aníbal Lopes e ao Rosa da 2044ª toda a ajuda prestada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Para todos o meu MAMA SUMAE e aqui fica a letra da canção que tão bem a conheceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Hino “Comando”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos jovens e audazes,&lt;br /&gt;Palmilhando matas sem fim,&lt;br /&gt;E mostramos ser capazes&lt;br /&gt;De lutar até ao fim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aprendemos a ser duros,&lt;br /&gt;A lutar até morrer,&lt;br /&gt;E mostramos ser seguros&lt;br /&gt;Não faltando ao dever.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao perigo indiferentes,&lt;br /&gt;E na guerra destemidos,&lt;br /&gt;Nunca largamos as frentes&lt;br /&gt;Perseguindo o inimigo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta é a voz do COMANDO,&lt;br /&gt;Que de regresso cantamos,&lt;br /&gt;E bem alto vamos gritando&lt;br /&gt;MAMA SUMAE, AQUI ESTAMOS&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só quem lá esteve é que sabe dar o valor a isto!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para a 2044ª&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fafe.at/" target="_blank"&gt;Comandos 44ª&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-4550825877315549703?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/4550825877315549703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=4550825877315549703&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4550825877315549703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4550825877315549703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/2044-companhia-comandos-luanda.html' title='2044ª Companhia Comandos - Luanda'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-5145910501799042313</id><published>2008-10-31T02:51:00.001Z</published><updated>2009-01-23T23:01:58.329Z</updated><title type='text'>Mama Sumae</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://marius70.no.sapo.pt/Let_Kiss.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Há músicas que nos marcam. Músicas que deixamos de ouvir durante muitos anos mas ficam cá dentro fazendo parte de nós e a trauteamos em muitas ocasiões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O mesmo se passou com a música que abre este tema. Não sabia o nome dela, sabia sim que, durante muitos anos, quando de novo voltei às corridas (tinha feito atletismo no Benfica de Luanda) compassava os meus passos ao som da música que na minha mente tocava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos0.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Centro de Instrução de Comandos - 1973&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Já aqui contei algumas situações no tema "A Sorte Protege os Audazes" em que tinha como fundo musical o «Donne Moi Ma Chance» (música “oficial” dos Comandos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A instrução era dada com fogo real. Lembro-me de a um furriel lhe ter rebentado um detonador na mão pois o detonador era da granada instantânea só que tinha a patilha correspondente à granada de sete segundos (esta patilha era colocada para armadilhas em picadas). Ao começar a contagem dos sete segundos, largou a patilha e o detonador rebentou-lhe na mão. A sorte é que, no meio do azar (esta é à portuguesa), ele só tinha o detonador e não a granada senão lá ia o instrutor e instruendos para a morte ou ficavam com lesões graves para toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas era a vida de militar, prontos para o melhor e para o pior. Embora odeie a guerra que só interessa a quem dela vive, estava pronto para fazer face a qualquer ataque pois ali não há escolhas, ou se mata ou se morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na altura havia uma piada com uma certa graça com o «ou mato ou morro». Então dizia-se: &lt;br /&gt;«Quando se vir o inimigo no mato vai-se pró morro, se estiver no morro vai-se pró mato»&lt;br /&gt;Ou esta: &lt;br /&gt;«Se detectarmos o inimigo damos meia volta e progredimos nas horas do car....».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Claro que isto era só piada pois a realidade era bem diferente, quando os ataques aconteciam não dava tempo nem pró mato nem pró morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A qualquer hora da noite podíamos ser chamados para formar na parada ou ter instrução nocturna. Quando havia zunzum que isso podia acontecer, deitávamos fardados pois tínhamos pouco tempo para nos vestir e aparecer na parada, quase sempre “pagávamos”, ou seja tínhamos que “encher”, que não mais era do que flexões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Como os instrutores já tinham passado pelo mesmo, estávamos nós deitados com o camuflado, eles entravam na camarata a fazer um chinfrim e a bater nos ferros dos beliches e diziam que tínhamos de estar na parada com traje de... passeio ou de trabalho! Lá se ia a nossa esperteza de estar com o camuflado vestido.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Havia uma instrução também de competição, saber quem aguentava com os braços estendidos a arma segura pelas mãos. Inicialmente tudo bem mas com o passar dos minutos a arma começava a pesar “quilos”. Um a um lá iam baixando os braços havendo sempre quem tentava a todo o custo ser o vencedor mesmo que para isso tivesse que torcer todo o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As corridas ao som da música, o conhecer as armas em todos os pormenores, a manutenção (por mais que a limpássemos quando o instrutor olhava para o cano estava sempre um "morro" de areia dentro dele e claro lá tínhamos umas flexões a fazer), o gosto que tínhamos na postura (mandei ajustar toda a minha roupa da tropa) fazia do «Comando» um ser diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A minha passagem pelos Comandos foi tão marcante que, estando eu nos Adidos à espera de embarque depois de ter vindo de Cabinda para tirar um curso em Luanda, ao apresentar o meu grupo ao Comandante dei um passo à frente que fez com que Comandante chegasse ao meu ouvido e perguntasse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O nosso Furriel esteve nos «Comandos»? &lt;br /&gt;- Estive sim meu Comandante&lt;br /&gt;- Então prá próxima dê um passo em frente à tropa normal (ele disse macaca) que isto aqui não são os «Comandos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Até aquele Comandante sabia bem o que era um passo em frente à Comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos1.jpg" width="200"&gt; &amp;nbsp; &lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos4.jpg" width="200"&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;Num momento de boa disposição (reparem no punho fechado) - Aqui é só estilo&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos3.jpg" width="396"&gt;&lt;br /&gt;Em cima: Ferreira, Pinto, Reis, eu e Graça Lopes. Em baixo: "Dega", Folgado e Franco (foi comigo para Cabinda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos5.jpg" width="401"&gt;&lt;br /&gt;Mais uma foto do grupo com a inclusão do soldado Baltazar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos2.jpg" width="200"&gt;&amp;nbsp; &lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Comandos.jpg" width="200"&gt;&lt;br /&gt;Eu no CIC e a minha divisa de Cabo-Miliciano&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;Obrigado Ferreira pela indicação da música que já não ouvia há mais de 30 anos.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-5145910501799042313?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/5145910501799042313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=5145910501799042313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/5145910501799042313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/5145910501799042313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/mama-sumae.html' title='Mama Sumae'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-3110890551410277461</id><published>2008-09-30T02:51:00.005+01:00</published><updated>2009-07-25T16:39:55.652+01:00</updated><title type='text'>De Luanda a Cabinda</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://musicafricana.com.sapo.pt/Bana_Cabinda_Cunene.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Furriel.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dezembro de 1973 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Saio de Luanda, já como Furriel, a caminho de Cabinda, em Dezembro de 73. Meu destino, B.Caç.11, conhecidos pelos Gorilas do Maiombe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A viagem, marítima, decorria serenamente. Dois camaradas meus, conhecidos da EAMA e dos Comandos, faziam-me companhia com destino a um destacamento de rendição individual, algures na floresta do Maiombe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Deitado em cima de grades de cerveja, percorria os olhos pelo firmamento pejado de estrelas. O barco transportava viveres e bebidas para os aquartelamentos e povoações costeiras até Cabinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O «Donne Moi Ma Chance», canção não oficial dos Comandos, fazia agora sentido. Pedia que a vida desse uma chance de nada acontecer, a mim e aos meus camaradas, durante o tempo que iríamos permanecer no mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Não sabia nada do meu destino, sabia sim que ficava perto do Congo do Mobutu. Se era zona perigosa ou não só o tempo o diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma paragem em S. António do Zaire para descarregar mercadoria. Aproveitei para ir a terra firme (embora tenha nascido junto à orla costeira, eu e os barcos não nos entendemos pois enjoo com facilidade) e conhecer um pouco desta vila perto do rio Zaire. Como os barcos não podiam acostar, a mercadoria era descarregada em batelões e depois seguia para os embarcadouros onde os aguardavam os camiões para carregarem o que lhes era destinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/SAntZaire.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Pareceu-me uma vila muito pequena. Sei que estive num bar junto ao embarcadouro, e enquanto não houve sinal de partida, deambulei um pouco pela zona, as estradas ainda de terra batida, muito sossegada, algumas árvores despontavam mas fora a azáfama junto ao cais nada mais me despertava a atenção. Tantos anos passados, é difícil lembrar todos os pormenores mas fica sempre algo nas gavetas da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; De regresso ao barco, depois de quase doze horas de viagem, clarões alumiavam os céus. Eram dos poços de petróleo, tinha chegado ao meu destino, tinha chegado a Cabinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cc2044.com.sapo.pt/Cabinda.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-3110890551410277461?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/3110890551410277461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=3110890551410277461&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/3110890551410277461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/3110890551410277461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/10/de-luanda-cabinda.html' title='De Luanda a Cabinda'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-1876605840055842840</id><published>2008-09-30T02:49:00.001+01:00</published><updated>2008-10-07T05:03:51.374+01:00</updated><title type='text'>A Tua Vontade É a Tua Vitória!</title><content type='html'>&lt;embed src="http://pm3.com.sapo.pt/Colonel_Bogey_River_Kwai_March.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/gorilamaiombe.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;  A noite tinha caído sobre o aquartelamento. Cá fora as aves nocturnas faziam-se ouvir naquela floresta densa. A lua cheia corria devagar no céu. As sentinelas, nos seus postos, perscrutavam a mata procurando não ouvir um ruído que lhes alertasse os sentidos. A aldeia próxima dormitava e só aqui e ali se ouviam os latidos dos cães. Nas camaratas os soldados dormiam o sono dos justos, depois de mais um dia de patrulhas e de labuta no quartel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - Meu furriel, meu furriel – disse alguém abanando-me com firmeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - O que é? – Pergunto eu, ainda estremunhado, afastando o mosquiteiro que, sobre a minha cama, impedia-me ser mordido pelos mosquitos mas não pelos miruins, esses mosquitos muito mais pequenos que se infiltravam prontos a mais uma refeição de sangue humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - Há terroristas infiltrados no quartel – disse em voz baixa a sentinela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - Onde é que os vistes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - Junto à arrecadação do armamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Estamos feitos, pensei eu!... Se conseguissem abrir a arrecadação teriam em seu poder o armamento suficiente para nos dizimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - Como, quantos e quando os vistes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  - Eram dois, estavam a rastejar em direcção à arrecadação e foi há poucos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Peguei na minha HK21, já com a fita metida pronta a disparar. O bipé dava jeito para melhor segurar a metralhadora. Com a prática levada dos Comandos a HK fazia parte do meu corpo assim como a minha G3. Fosse para onde fosse, nem por um momento a abandonava. Mesmo quando se ia ao interior do Maiombe buscar lenha, a guarda era montada e ai daquele que se esquecesse dentro do Berliet da arma e colocasse os toros de madeira por cima, tínhamos o caldo entornado, na guerra não podemos facilitar a vida ao inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Sussurrando aqui e ali, o quartel foi despertando e de pronto ali estávamos para vender caro a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Em grupos íamos saindo das nossas camaratas cada um de nós com o seu grupo de combate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  A cada barulho todo o nosso corpo vibrava e adrenalina subia. Circundámos o quartel e de inimigo nem rastos. As nuvens tapavam o céu tornando a noite escura num quartel já de si em plena escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Na arrecadação nem vivalma, no paiol idem, junto aos Unimogues e Berliets nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  De repente dou uma gargalhada. Todos os meus camaradas se entreolharam perante esta minha saída. «Terá enlouquecido? – Pensariam eles». E eu continuava a rir-me que nem um perdido naquela noite onde uma sentinela tinha visto dois vultos rastejando para a arrecadação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Perante o assombro dos meus camaradas apontei para dois cães que vagueavam no quartel. A lua cheia tinha surgido e batendo em cheio nos cães, a sua luz prolongava as suas sombras parecendo, à distância, dois vultos a rastejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Ali estavam os dois terroristas. Por momentos não ganhámos para o susto mas foi bom que assim fosse, tudo está bem quando acaba em bem já dizia Voltaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Elogiou-se a atitude do sentinela, pois nada deve ser deixado ao acaso, fomos até ao bar para refrescar as gargantas e as ideias, e depois cada um voltou para a sua camarata. Nessa noite os «Gorilas do Maiombe» tinham-se safado, faltavam ainda muitos mais dias e noites para se safarem de vez!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-1876605840055842840?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/1876605840055842840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=1876605840055842840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/1876605840055842840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/1876605840055842840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/tua-vontade-tua-vitria.html' title='A Tua Vontade É a Tua Vitória!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-8471540285915558220</id><published>2008-09-30T02:48:00.004+01:00</published><updated>2008-09-30T06:36:34.477+01:00</updated><title type='text'>A Floresta</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius706.no.sapo.pt/PBandeiraOndeOSolCastigaMais.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="maiombe" src="http://marius70.no.sapo.pt/b-maiombe.jpg" width="500" height="200" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;                                 &lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;Floresta do Maiombe&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Estive dois anos da minha juventude "dentro" da floresta. Uma floresta virgem que tanto nos dava o piar dos pássaros tropicais como os ruídos característicos dos gorilas de galho em galho ou atravessando as clareiras em grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Dois anos onde a solidão imperou e os meus olhos aprenderam a olhar a vida de outra forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Quando, numa clareira, olhava para o céu através das copas dessas árvores, sentia-me pequenino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Somos uma ínfima parte de um Universo que está para além da nossa compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nele não somos nada, nele somos tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Aprendi a respeitar e saber que ali a meu lado estava um ser humano que necessitava de nós como nós necessitávamos dele. É o dar e o receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A floresta envolve não só a floresta em si, mas também quem dela depende, uma borboleta, um símio, um crocodilo, a água que por ela corre, as suas gentes e os seus costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um dos aspectos interessantes numa floresta tropical é sem dúvida a chuva que de repente cai e, pouco depois, brilha um sol esplendoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Devido ao facto de ser uma floresta muito "fechada", as poças mantinham-se durante muito tempo sem se evaporar pois os raios solares não chegavam até elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os mosquitos aproveitavam para colocar os seus ovos e nós lá tínhamos que andar sempre com o mosquiteiro enrolado ao pescoço que era para quando nos deitássemos na mata evitar que eles nos picassem e nos transmitissem a malária, doença por vezes fatal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="gorila" src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015288.jpg" width="400" height="299" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;                                 &lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;Este é o gorila que habita a floresta onde estive. Um animal de respeito&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma história para sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; &lt;FONT color=#FF3300&gt;Uma vez íamos em patrulha à noite quando, de repente, vimos um vulto iluminado pela lua cheia, bem destacado na picada por onde avançávamos. Paramos para ver tão estranha personagem, e todos, pelo andar da criatura, pensávamos que era um gorila. Só que ele vinha na nossa direcção e tanto se aproximou que no silêncio da noite risos ecoaram, era afinal um camarada nosso.&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015287.jpg" width="500" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; O nosso percurso era quase todo feito por picadas (trilhos abertos) mas na hora de dormir, enroscávamos nas nossas mantas de campanha, a cama eram as folhas secas das árvores e o céu o nosso tecto.&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=right src= "http://marius70.no.sapo.pt/b-cabindesa.jpg" width="250" height="167" /&gt;&lt;STRONG&gt;&amp;nbsp; Mulher cabindesa&lt;/STRONG&gt; - Na família cabinda, a principal figura é a mãe, pois é ela que trabalha a terra - fonte básica de sustento da família, e gera os filhos que aumentam o poder do clã. As filhas são a base da continuidade e propagação do grupo e base da sustentação deste pelo amanho da terra. O homem dedica-se à caça, ao derrube de árvores de maior porte e à guerra. O Cabinda considera a actividade agrícola aberrante da sua dignidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;E como eram lindas as cabindesas!...&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Umas das características das florestas são os seus sons e o seu silêncio. O restolhar de uma serpente, um pequeno rato no seu passinho apressado, o piar de uma ave, o quebrar de um galho e o silêncio que, de repente, se abate sobre este mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Parece que nesse momento tudo deixava de existir pois o silêncio era tal que também se ouvia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ouvir o silêncio!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Quantas vezes debaixo de uma árvore o ouvi. Até o vento, o ar em movimento, fica quedo como se o simples soprar, fosse um acto pecaminoso bulir com o espírito silencioso da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas eis que de repente, como obedecendo a um chamamento, o som volta desta vez com mais força e vigor pois o espírito da morte tinha passado!... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;11.08.2004&lt;/EM&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-8471540285915558220?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/8471540285915558220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=8471540285915558220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/8471540285915558220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/8471540285915558220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/floresta.html' title='A Floresta'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-850205425556538205</id><published>2008-09-30T02:47:00.001+01:00</published><updated>2011-02-10T17:33:54.921Z</updated><title type='text'>A Melhor Noite!</title><content type='html'>&lt;embed src="http://cevora.com.sapo.pt/.Muxima.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://samaritana.paginas.sapo.pt/estrelas/estrela21.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/TZinze2.JPG" align="right" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; ... A minha floresta. Quantas vezes me embrenhava nela durante a noite. Caminhando, tentava juntar o meu espírito ao dela, auscultar o seu pulsar, sentir a sua presença, conjugar a minha solidão. Olhava para cima nada via. As copas das árvores tapavam a luz da lua. Tudo era escuro. De vez em quando um piar cortava o silêncio da noite. Andava sem rumo definido pelo emaranhado de lianas, das folhas tropicais, tropeçando aqui e ali nas raízes daquelas grandes árvores que esventravam a terra mãe. Tudo era misterioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Certa noite, entregue aos meus pensamentos, não reparando para onde os meus passos me levavam na picada, vi-me, de repente, numa clareira,... olhei para o alto e senti o quanto insignificante era eu no meio do Universo. Miríadas de estrelas cintilavam num céu quase celestial. A lua em todo o seu esplendor, pendente no firmamento, iluminava suavemente a clareira onde me encontrava. As copas das árvores pareciam entrar pelo Cosmos adentro. E eu ali, pequenino senti que era um nada no meio de tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;28.10.2002&lt;/EM&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-850205425556538205?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/850205425556538205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=850205425556538205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/850205425556538205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/850205425556538205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/melhor-noite.html' title='A Melhor Noite!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-4390500999583711590</id><published>2008-09-30T02:46:00.000+01:00</published><updated>2008-09-30T06:04:30.125+01:00</updated><title type='text'>Os Sons</title><content type='html'>&lt;embed src="http://ouronegro.com.sapo.pt/Iemanja.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Um dos sons que mais admirei foi dos papagaios. O papagaio existente na "minha" floresta era o papagaio-cinza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No aquartelamento tive dois papagaios, um já animal feito, privado da sua liberdade já em fase adulta era de difícil trato (e com razão), o outro era ainda muito pequeno quando o tive. Infelizmente ambos morreram de uma doença para a qual não tínhamos antídotos para a debelar lá longe onde o sol castiga mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O mais pequeno, o "Abutre", esse "marcou-me", como era bom chegar de uma patrulha e coçar-lhe o "piolho". Ei-lo aqui e as palavras que ele nunca escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/abutre.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;&amp;nbsp; Apresento-me, sou o &amp;#8220;abutre&amp;#8221;. Fui um papagaio já que a morte veio e me levou bem nova para o reino dos papagaios. Era desejo do meu dono ser-lhe oferecida (embora o nome seja masculino eu sou feminina). Não foi possível nem ele assistiu à minha agonia. Talvez tivesse morrido de saudades, não sei! Só sei que três palmos de terra repousam sobre o meu corpo. Lágrimas do meu dono caíram sobre a terra, é como se me tivessem tocado. Sei que ele nunca me esquecerá. Dei-lhe alegria nos seus momentos de tristeza... Eu sou, fui, o &amp;#8220;abutre&amp;#8221;... &lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp; Cabinda73&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O "abutre"!... pequeno pássaro que me acompanhou durante o tempo que a vida lhe durou. O porquê de &amp;#8220;Abutre&amp;#8221;? Foi uma questão de olhar para o pescoço vazio de penas. Deu-me a ideia de um abutre e abutre ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp; Nunca mais tive aves ou mamíferos em cativeiro.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;Com a devida vénia.&lt;/FONT&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/b-pato%20mudo.jpg" align="left"  hspace="5" width="235"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revoltam-se as palavras, já cansadas&lt;br /&gt;da aferição com o pensamento,&lt;br /&gt;que, julgando trazê-las controladas,&lt;br /&gt;descansa no seu convencimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece as palavras ditas sem pensar&lt;br /&gt;e as ideias difíceis de expressar.&lt;br /&gt;Uma diferença resolveria tudo&lt;br /&gt;- nascer-se papagaio ou pato-mudo.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;in blog «Ideias em desalinho»&lt;/EM&gt; &lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nasceu papagaio!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-4390500999583711590?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/4390500999583711590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=4390500999583711590&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4390500999583711590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/4390500999583711590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/os-sons.html' title='Os Sons'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6153938472241850447.post-8764649156704455831</id><published>2008-09-30T02:45:00.001+01:00</published><updated>2011-02-10T17:25:44.736Z</updated><title type='text'>My Name Is...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius1.no.sapo.pt/Franco%20Luambo%20Makiadi%20%20Ok%20Jazz%20-%20Mario.wma" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;center&gt;&lt;a onmouseover="var img=document['fpAnimswapImgFP1'];img.imgRolln=img.src;img.src=img.lowsrc?img.lowsrc:img.getAttribute?img.getAttribute('lowsrc'):img.src;" onmouseout="document['fpAnimswapImgFP1'].src=document['fpAnimswapImgFP1'].imgRolln" href="javascript:void(0)"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;img border="0" src="http://marius70.no.sapo.pt/TZinze2.JPG" width="200" height="310" id="fpAnimswapImgFP1" name="fpAnimswapImgFP1" dynamicanimation="fpAnimswapImgFP1" lowsrc="http://marius1.no.sapo.pt/girl.JPG"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;EM&gt;Marius e a sua Bond Girl (passar "rato" na imagem)&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt; &amp;nbsp; Nunca pensei que era assim tão conhecido. Bastou dar um pequeno passo para lá da fronteira e o meu nome repercutiu de uma maneira que ainda hoje sou recordado, quiçá, com uma saudade tal que nem o tempo nem a distância fez esmorecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Será que foi isso ou foi quando, na esteira com a "dama", marius sentiu repenicar os sinos da aldeia mais próxima que ficava a bué quilómetros de distância?!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- «Vou perguntar nela, se ainda me recorda ou se foi casos di momento, na hora!... Pôxa, mas cerveja estava quente, nem deu para arrefecer os corpo que é assim qui se faz, a gente apaga os fogo com os frio da cerveja, mas não!... cerveja de litro voou naquele capim, até pensava que tinha tido uma insulação».&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ô mariô, ginga aí, que dama já vem bamboleando o corpo, mesmo que tudo em volta seja marimbondo tu não queres saber. Ôi!... puxa no rebita…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vamos no “Kussunguila” e, à noite, vamos na tabanca do Ti Januário em «Tando-Zinze», beber uma Nocal, comer uma “paracuca”, ver as estrelas que vida não espera,... nem esteira. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Meu nome é nome de mar e rio. Mar que vi, vejo e continuarei a ver, o Atlântico, rio, de seu nome Chiloango, nunca mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ô Mariô…&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;EM&gt;O meu agradecimento ao amigo Kelbeaumec (na Bélgica), pelo envio da música &lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6153938472241850447-8764649156704455831?l=voluntastuavictoriatua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/feeds/8764649156704455831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6153938472241850447&amp;postID=8764649156704455831&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/8764649156704455831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6153938472241850447/posts/default/8764649156704455831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://voluntastuavictoriatua.blogspot.com/2008/09/my-name-is.html' title='My Name Is...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
