Depois de sair de Tando-Zinze em dezembro de 74, fiquei a fazer o espólio da companhia no Batalhão em Cabinda, já que era responsável do material de guerra, juntamente com o nosso 1° sargento na área da secretaria, o alferes que era do meu grupo de combate e o responsável dos transportes, o furriel João Cruz.
O B. Caç.11 estava em polvorosa. Era já o desmantelamento das companhias afetas a este Batalhão, que se afadigavam num constante reboliço, pois quanto mais rapidamente se resolvessem os problemas referentes às companhias, mais depressa se passava à 'peluda'.
Estava de sargento de dia ou de guarda, já não diferencio a função de cada um.
Tínhamos presos no Batalhão, mas dentro deles, havia um que tinha sido castigado por uma coisa de somenos importância.
Pediu-me para que naquele fim-de-semana, pudesse ir ter com a família, embora caucasiano, era natural de Cabinda. Eh pá, tudo bem, mas atenção não vás para o Girassol (o mais famoso bar junto à praia).
Tive azar. Foi mesmo para ali que ele foi. Foi lá visto pelo comandante do Batalhão e claro, processo em cima do sargento que era eu.
Felizmente não deu em nada, porque todo o Batalhão tinha coisas mais importantes para tratar que um simples fim-de-semana de um preso autorizado pelo sargento em serviço.
Em fevereiro de 1975 embarcava no Noratlas (barriga de ginguba) para Luanda em fim de comissão.
Foto: os que referi, relativamente perto do bar mencionado
No primeiro degrau, o nosso 1°, segundo degrau, eu e o alferes, no cimo, o Cruz.
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